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Mitos e lendas de JC

Estes textos aqui publicados foram por mim, Helena Martins, recolhidos junto de anciãos (nomeadamente o meu avô José Dias e o Sr. João Marcelino) em Janeiro de Cima e primeiro publicados num livro da Associação Cultural Outrem onde apareciam os nomes das pessoas que tinham feito as recolhas dos textos por localidade. Mais tarde o Sr. José Moura aproveitou essas recolhas e a de outras pessoas para publicar o livro "CONTOS e MITOS E LENDAS DA BEIRA" Coimbra, A Mar Arte, 1996, sem especificar quem tinha feito as recolhas.


LENDA DOS JANUÁRIOS


Por volta do século XVI, XVII, (não se sabe a data ao certo), um senhor, talvez nobre, possuidor de grandes bens e terras nas duas margens do rio Zêzere, resolveu, ao morrer, legar os seus bens aos dois filhos de nome Januários. Entregou a um as terras da margem direita do rio, ao outro as da margem esquerda. Assim nasceu Janeiro de Cima na margem esquerda de Janeiro de Baixo na margem direita. Mas Janeiro de Cima não começou a sua formação no local onde hoje se encontra. A primeira pedra foi lançada numa pequena elevação ainda hoje chamada“Esmoroços”, local onde construíram a sua primeira igreja, uma capela em honra do Divino Espírito Santo. No entanto, nos Esmoroços as formigas eram muitas e atacavam os berços das crianças, principalmente no Verão. Foi então que os antigos,que eram muito sabidos, decidiram soltar no local que esses animais que possuíam (burros e vacas) por uma noite; no local que esses animais fossem pernoitar construíram eles as suas casas parecem cair aos pedaços, perguntando-se as pessoas como é que elas ainda se mantêm de pé. A partir desse cabeço é que a povoação se começou a alargar formando hoje uma das maiores freguesias do Fundão.


Recolha efectuada em Janeiro de Cima - Concelho do Fundão

Por Helena Martins



 

LENDA DE SÃO SEBASTIÃO EM JANEIRO DE CIMA


Em meados do século XVIII, (1757/60) não se sabe ao certo, a população de Janeiro de Cima foi assolada por uma forte epidemia devido à qual sucumbiu uma grade parte do número de habitantes de então.

As mortes eram em tão grande escala, e o medo que a epidemia se alastrasse era tão grande, que muitas vezes as mortes ainda não estavam confirmadas e as pessoas já estavam a ser enterradas.

Segundo a lenda a perda de vidas teria sido maior se não tivesse sido a divina interferência se S. Sebastião. A história que passou de geração em geração é esta: os Janeirenses ao verem dia a dia a sua população diminuir decidiu recorrer a S. Sebastião, advogado das pestes, guerras e epidemias, pedindo que os ajudasse. Como não tinham a imagem do mártir pediram-na à aldeia vizinha, Janeiro de Baixo. Mas os habitantes de Janeiro de Baixo, receando que a peste se alastrasse para o outro lado do rio, não permitiram que os de Janeiro de Cima fossem à sua aldeia buscar o Santo. Na manhã seguinte vieram eles mesmos, de madrugada, colocar a imagem na margem esquerda do rio, partindo imediatamente tal era o seu medo de contágio.

 

Como o Santo afastou a peste, os Janeirenses cumpriram o que Lhe haviam prometido, assim, construíram-Lhe uma capela e compraram a imagem do Santo, celebrando no dia 20 de Janeiro de cada ano a sua festa. Nessa festa os Janeirenses oferecem um bodo, paõ e vinho, começando a dádiva no cimo da aldeia e dando a volta completa.

 

 

Recolha efectuada em Janeiro de Cima - Concelho do Fundão

Por Helena Martins

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